quarta-feira, 4 de março de 2015

Em "O Destino de Júpiter" os Wachowski esquecem a pílula vermelha do Gnosticismo Pop


Com o filme “O Destino de Júpiter”, mais uma vez os irmãos Wachowski criam uma fábula gnóstica pop. E dessa vez sincronizando um evento astronômico (a ascensão do planeta Júpiter nos céus em fevereiro) com uma releitura do mito gnóstico da Criação, Queda e Ascensão do “Apócrifo de João” escrito em 150 DC. Tal como na “Trilogia Matrix”, a humanidade é prisioneira dos Demiurgos para ter sua energia drenada. Lá em Matrix presos em incubadoras.  Aqui em “O Destino de Júpiter” para serem semeados e colhidos por uma casta real alienígena em uma espécie de gigantesco latifúndio cósmico. Porém, dessa vez os Wachowski fizeram grandes concessões à Hollywood: a pílula vermelha da gnose que despertava para a Verdade da Matrix desapareceu para ser substituída pelo obediente retorno do espectador à ordem.

Originalmente O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending, 2015) tinha lançamento previsto para junho do ano passado. Foi adiado e, “coincidentemente”, só entrou em cartaz em fevereiro desse ano, no momento em que o planeta Júpiter ascendeu à posição oposta ao Sol – Júpiter sobe no céu no momento em que o Sol se põe, brilha mais alto à meia-noite e se põe em torno do nascer do Sol. Júpiter nesse momento está mais próximo da Terra, aparecendo maior e mais brilhante.

Em se tratando dos irmãos Wachowski e pelo emaranhado de simbologias gnósticas e esotéricas que o filme explora, tudo NÃO é mera coincidência. Andy e Lana Wachowski sabem o que estão fazendo: com essa sincronia entre os eventos cinematográfico e astronômico, reforçam ainda mais a mitologia por trás do verdadeiro delírio visual de um filme que parece que fundiu Matrix, Star Wars e Flash Gordon dentro de uma gigantesca space opera.

O Destino de Júpiter confirma que os Wachowski são os pais do Gnosticismo Pop hollywoodiano, onde a trilogia Matrix foi a obra seminal: conciliar camadas de simbolismos com muitas cenas de perseguição, lutas e uma massa de efeitos em CGI.


E de certa forma todas as narrativas mitológicas gnósticas sobre emanações divinas de aeons, batalhas cósmicas entre o Bem e o Mal, deuses demiurgos enlouquecidos nada simpáticos com a humanidade e histórias de entidades divinas decaídas que buscam a redenção tem um forte appeal visual e cinemático – talvez essa seja uma das razões para Hollywood flertar com o Gnosticismo: cada manuscrito apócrifo da chamada Biblioteca de Nag Hammadi renderia dezenas de roteiros e adaptações para o cinema.

Como veremos, a diferença de O Destino de Júpiter para a trilogia Matrixcomeça com a mudança da abordagem da mitologia Gnóstica: enquanto lá na trilogia tínhamos o TecnoGnosticismo (o homem prisioneiro em uma simulação tecnológica), na produção atual o viés é AstroGnóstico – a humanidade como resultante de uma experiência de alienígenas superiores ou o herói como alguém que está na Terra mas não pertence a este planeta.

Tanto a trilogia Matrix quanto O Destino de Júpiter abordam a essência do drama cósmico gnóstico: a humanidade é aprisionada em um cosmos hostil para servir de fonte de energia para os demiurgos manterem um universo defeituoso em funcionamento – no caso do filme atual, servir de matéria-prima para a produção de um soro que garante a imortalidade de uma casta real.

Mas a abordagem resulta bem diferente: enquanto na trilogia os heróis Neo e Morpheus querem liderar uma revolução para fazer a humanidade despertar (a “gnose”), em O Destino de Júpiter a heroína apenas quer salvar sua família e voltar para casa. A salvação do planeta é um efeito colateral.

O Filme


Os terráqueos não sabem, mas o seu planeta e inúmeros outros na galáxia foram semeados por famílias de uma casta real alienígena com a finalidade de serem colhidos assim que chegarem a um “estado darwiniano de perfeição”, maduros para a colheita – são sacrificados e sua energia coletiva drenada para a fabricação de um soro da juventude que lhes permite viver para sempre. Quando a matriarca da Casa de Abrasax, a mais poderosa das dinastias aliens, morre seus três filhos (Balem, Kalique e Titus) entram em conflito pela herança de uma gigantesca unidade de produção em Júpiter.

Enquanto isso, alheia a tudo, Júpiter Jones (Mila Kunis) é uma humilde empregada que ganha a vida limpando banheiros de hotéis em Chicago. Filha de um astrônomo russo, assassinado em seu país, veio para os EUA com a família de sua mãe. Mas ela também não sabe que seu mapa genético é idêntico à falecida matriarca da Casa de Abrasax. Poderíamos chamar isso de “reencarnação”, mas o membros da realeza alien chamam de “recorrência”, uma improbabilidade estatística que pode colocar em risco a disputa da herança entre os membros da dinastia Abrasax: tecnicamente, Júpiter Jones poderia reivindicar o controle das vastas extensões do verdadeiro latifúndio galáctico de planetas semeados. Para eles, os genes não têm uma mera função biológica, possuem um grande significado espiritual.

O que faz a galáxia inteira colocar uma recompensa pela sua cabeça. Mas Júpiter será protegida por um guerreiro interplanetário geneticamente modificado chamado Caine (Channing Tatum) que  revelará o destino reservado a ela pela sua assinatura genética. Tito enviou o Caine à Terra para resgatar Júpiter e salvá-la de outros assassinos mercenários, mas ele também tem outros planos sinistros para se desfazer dos dois e vencer a disputa pela herança e o controle da Casa de Abrasax.

O mito da Criação, Queda e Ascensão


Se em Matrix os irmão Wachowski abordaram a ontologia gnóstica (a realidade como uma ilusão fabricada da qual devemos despertar), em O Destino de Júpiter vão explorar o mito da Criação, Queda e Salvação que nos aspectos principais se assemelham ao clássico Apócrifo de João da Biblioteca de Nag Hammadi, escrito em torno de 150 DC.

Lá encontramos a dramática descrição da criação desse cosmos a partir da emanação do aeon de Sophia que decaiu da Plenitude (o Pleroma) para as esferas materiais, produzindo uma espécie de forma híbrida de consciência, por assim dizer um “filho bastardo”: o Demiurgo – no filme, a Casa de Abrasax e seus membros corruptos. Divindade enlouquecida, que acredita ser a única divindade, cria o homem para torna-lo prisioneiro da sua criação imperfeita (porque tende para a morte e a entropia).

Nesse universo imperfeito estão prisioneiros Sophia e a humanidade. Sophia consegue ascender de volta ao Pleroma e a humanidade mantém-se prisioneira porque o Demiurgo necessita da “fagulha de Luz” presente no homem para por esse cosmos material em funcionamento – ecos desse simbologia nos seres aprisionados em incubadoras em Matrix e a colheita periódica da “energia coletiva” em O Destino de Júpiter.

A morte da Matriarca da Casa de Abrasax e a sua “reencarnação” (recorrência) no nascimento Júpiter Jones na Terra e a sua posterior “ascensão” a Júpiter é a própria narrativa gnóstica da Queda e Ascensão de Sophia, presente desde o Apócrifo de João ao Rito Escocês Antigo da Maçonaria (R...E...A...A...) que descreve essa ascensão em trinta graus simbólicos e mais três filosóficos de elevação espiritual.

Spoilers à frente


Mas curiosamente param aí as analogias. Como apontamos acima, se em Matrix os Wachowski deram uma atenção especial ao despertar de Neo (a gnose, representada pela escolha que o protagonista deveria fazer entre as pílulas vermelha e azul), em O Destino de Júpiter o significado mítico da ascensão no Apócrifo de João é eliminado.

Acompanhamos todo o filme a protagonista Júpiter ser arrastada de um lugar para o outro pelo salvador Caine. Juntos desmantelam o latifúndio cósmico. E depois de tudo a família de Júpiter é devolvida à Terra em segurança sem a memória do seu desaparecimento enquanto Júpiter continua sendo a rainha. Um final bem diferente de Matrix onde havia uma proposta revolucionária da gnose ser a forma de despertar para a Verdade. Em O Destino de Júpiter todos na Terra continuam alheios à tudo e voltam para suas vidas como se nada tivesse acontecido. 

Embora explicitamente os Wachowski  tenham se inspirado na mitologia de Sophia (como veremos, a palavra “Abrasax” é uma pista disso), ignoraram o principal significado: Sophia é a história de um exílio, mas também de como se rebela contra o Demiurgo ao tentar inspirar a gnose que faz o homem despertar do esquecimento.


Aqui há uma evidente concessão à Hollywood: o filme se rende ao clichê da “quebra-da-ordem-e-retorno-a-ordem”: a tensão entre a fantasia da liberdade e o restabelecimento da ordem. Sonhos, loucuras e desejos proibidos são desenvolvidos até certo ponto para não incomodar a adaptação do espectador à realidade após o encerramento do filme – sobre esse conceito clique aqui.

A Casa de Abrasax


“Abrasax” é uma evidente forma alterada do termo “Abraxas” – termo usado pelos antigos gnósticos para expressar o nome indizível do Ser Supremo e para simbolizar o seu poder Solar. Nas origens, Abraxas é um nome grego, ABΣPΞ. Soletrado, somaria 365:

A = 1, B = 2, Σ = 200, P = 100, Ξ = 60 = 365

Para o professor gnóstico Basilides (séc. II da Era Cristã), o Demiurgo teria criado “365 céus”. Para ele, o papel da vinda de Cristo à Terra teria sido o de alertar de que a Criação pertencia a um Deus mais alto, Abraxas, e não de um Demiurgo que teria criado esses 365 céus como uma cópia imperfeita da Plenitude.

Ironicamente em O Destino de Júpiter a casta real de Demiurgos se autodenomina como “Casa de Abrasax”, conotando essa tentativa frustrada de divindades corruptas copiarem nesse plano físico a Plenitude do Abraxas. E essa pluralidade de “céus” corresponderia aos planetas semeados pelo cultivo do soro da imortalidade. Será que também semearam 365 planetas?
 
Fonte : http://cinegnose.blogspot.com.br/

segunda-feira, 2 de março de 2015

Novos exércitos

Eu não sei quanto a vocês, mas se tem uma coisa que me preocupa seriamente com relação ao futuro do Brasil é o aparecimento da ideia de “exércitos” que não são o Exército Brasileiro, cujo patrono é o Duque de Caxias (e que está semi-sucateado).

Não só porque a ideia de um exército dificilmente se desvincularia do conceito de uma guerra. Há quem diga permanentemente que ja estamos em franca guerra civil e que o tráfico está plantando as sementes de um “exército do tráfico”. Certa vez li em algum lugar que traficantes estavam usando fazendas compradas com dinheiro da droga para treinar os moleques no uso dos armamentos pesados comprados de fabricantes de todo o mundo, e que entram no Brasil muito facilmente pelas nossas porosas (convenientemente?) fronteiras, principalmente com o Paraguai.
É impressionante o nível do armamento que se encontra nos morros

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Tenho um amigo que foi recentemente ao Paraguai e me contou de sua surpresa ao ser puxado pelo braço de rua em rua por homens que lhe perguntavam se ele queria comprar uísque, viagra ou armas.
Até então, os mecanismos de repressão ao tráfico do Estado, que eram as polícias militar e civil e suas unidades de elite (Bope e Core) tinham a vantagem de lidar com um monte de bandido que mal sabia manipular o armamento que eles tinham em mãos. Mas no momento em que o trafico se articula ao ponto de dar treinamento padrão Al qaeda para seu exército, é um sinal de que a coisa está indo mal.
Fica ainda pior, quando o ex-presidente Lula, tomado pela cachaça (sem trocadilhos com a doença do cara) de falar para as massas começou a agitar o povo dizendo que o PT iria para o enfrentamento deliberado e a coisa ia ficar feia quando o Stédile botasse o exército dele nas ruas.
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Para que não me acusem de ser midia golpista, aqui esta o trecho do discurso de um ex-presidente da república, que não parece se dar conta da liturgia necessária ao cargo que ocupa na história desse país:
Há um problema fundamental quando uma autoridade – que inegavelmente um presidente que saiu com 80% de aprovação popular representa – qualifica um movimento social tipo o movimento dos sem terra, como um “Exército” sob seu controle e de seus asseclas. O povo acredita nisso. Os sem terra se sentem valorizados, esquecendo que viraram uma massa de manobra para os interesses de certos grupos, e passama se comportar como um exército literalmente, considerando inclusive que terão as bênçãos do governo brasileiro para colocarem para quebrar, seguindo o mantra do presidente do PT no RIo, Washington Quaquá, que até foi acionado judicialmente pelo Ministério Público depois de pregar “porrada” contra seus adversários.
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Aliás, prontamente atendido como ilustram as fotos do dia do discurso do Lula no Rio:
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MANIFESTANTES SE ENFRENTAN POR CASO DE CORRUPCIÓN EN PETROBRÁS EN RÍO DE JANEIRO

A cena de pessoas uniformizadas descendo a porrada nos opositores parece bem emblemática e coerente com a ideia de que o PT diante dos problemas em que os seus governos meteram o país, pretendem lutar para não largar o osso na literalidade da porradaria. Diante desse cenário a ideia de exército do MST do Stédile é um tanto quanto assustadora. Estranhamente, o PT toma justamente o lugar, repetindo os atos de quem eles tanto criticaram em sua história.
A ideia de um exército de pessoas armados com paus, facões e foices (só pra ficar nas armas brancas) e usá-lo para ameaçar quem se opõe ao governo – o mesmo que banca esses caras com guaraná e pão com mortadela, freta ônibus para levá-los aos locais de conflito – é assustadora por si, mas ganha contornos ainda mais preocupantes quando vemos que há toda uma máquina ideológica construída para doutrinar criancinhas lá na base.  E que curiosamente, é um método bem similar ao que foi feito pelo Hitler e pelo Islã, onde a doutrinação começa de berço.
UNiformizados e com revistinhas e livretos voltados para eles, a juventude do MST se porta como uma facção paramilitar
Uniformizados e com revistinhas e livretos voltados para eles, os “Semterrinha do MST” se portam como uma facção paramilitar com gritos de guerra e tudo mais.

É no mínimo curioso, que embora o MST não seja nenhuma organização oficial, ou empresa, que tenha meios produtivos ou parque industrial instalado, a organização tem recebido milhões do BNDES e também do PT.  Há quem sustente que Stédile esteja negociando com a Venezuela o treinamento de membros do MST em guerrilha urbana, para mais tarde, operar nos moldes do exército paralelo que controla o jogo político na Venezuela. Inicialmente essas ideias me pareciam muito improváveis, mas hoje, já não sei de mais nada.
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Lideranças se comportam como militares e rola até uma abóbada de aço!
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Assim, quando Lula chama o MST de exército, pode ser mais do que só uma das muitas babaquices que o Lula fala. Pode ser um ato falho que revela como o PT enxerga o potencial do MST.
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Claro que é impossível ter certeza de qualquer coisa neste Brasil Polarizado de hoje, que lembra o dilema do vestido, para alguns está uma merda, para outros está muito bom. Mas é inegável que Lula os classificou como “exército” e eles de fato tem se comportado de modo extremamente organizado.
Também é um fato inegável que o Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) instaurou inquérito civil para apurar um suposto recrutamento ilegal de crianças e adolescentes brasileiros pelo governo da Venezuela.
Segundo o órgão, eles seriam levados para serem doutrinados a atuar na chamada “revolução bolivariana”.
Voc~e pode não acreditar no papeo de crianças sendo treinadas, mas aqui temos uma foto de Stédile, o dono do "exército" abraçado com Maduro.
Você pode não acreditar no papo de crianças sendo treinadas na Venezuela, mas aqui temos uma foto de Stédile, o dono do “exército” segundo o Lula, abraçado com Maduro.
A ação contra a União é assinada pelo procurador da República Ailton Benedito. Ele diz que tomou a medida baseando em notícias veiculadas pela imprensa brasileira de que o vice-presidente setorial do Desenvolvimento do Socialismo Territorial da Venezuela e titular do Ministério das Comunas, Elías Jaua, leva adolescentes brasileiros para o país desde 2011.
No inquérito, consta ainda uma notícia veiculada no site do governo venezuelano de que 26 crianças e adolescentes participaram do treinamento no estado de Sucre das chamadas “Brigadas Populares de Comunicação”, com o intuito de moldá-los como “futuros jornalistas para servir o país”.
“Temos que saber em que condições, quem levou e quem autorizou a ida dessas pessoas até a Venezuela. Abrimos o inquérito justamente para apurar em que circunstâncias isso ocorreu, qual a idade dos envolvidos, de onde são e qual a real quantidade deles”, disse Benedito ao G1. fonte
O uso de crianças e adolescentes em conflitos armados, é hoje uma das grandes mazelas na América do Sul. Mas não só aqui. O drama é conhecido nas guerrilhas do Oriente Médio e África, e o uso de meninos imberbes usando metralhadoras é crescente em todo o mundo.
Exército sub-15 na Colômbia
Exército sub-15 na Colômbia
Recentemente, governos vizinhos, como a Colômbia, Peru e Paraguai registram casos de sequestros e resgate de crianças de adolescentes em fuga do recrutamento forçado para guerrilha e ações  paramilitares. Há relatos de menores infiltrados até nas FORÇAS ARMADAS REGULARES.
Isso é uma excrescência bizarra que não vejo ninguém noticiando, ainda não entendi bem o porque. O fato é que crianças hoje são arrancadas de suas famílias e levados para áreas remotas de fazendas, onde são submetidos a treinamento militares com armas pesadas e a doutrinamento ideológico por radicais que podem ser tanto de esquerda quanto de direita. Ninguém é santo na atual situação das coisas.
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Esses meninos, quando conseguem escapar, são obrigados a viver escondidos por programas de inserção social ou em abrigos de fundações internacionais que oferecem ajuda em zonas de conflito, porque o medo real é a morte por vingança da “deserção”.Além de serem tradicionalmente encontradas nas fileiras das Farcs, a prática de usar “niños, niñas y adolescentes” é relatada também em outros grupos em guerra. Na Colômbia, há relatos de casos no ELN (Exército de libertação Nacional) e  milícias contra-revolucionárias, os temidos esquadrões paramilitares, como as Bacrim ( Bandas Criminales).No Peru, a Guerra política e ideológica, a favor e contra, abastece as redes sociais da internet com vídeos de meninos e meninas com idades em torno de 10 anos gritando palavras de ordem contra o “imperialismo” e defendendo a “revolução comunista”, o projeto de conquista do poder do Sendero Luminoso, braço radical do Partido Comunista Peruano, que voltou com força total depois de quase ser extinto nos  anos 2000. Ainda de perto, vem o Paraguai com a Força Tarefa Conjuta (FTC), agrupamento especial do Exército e Polícia Nacional.  As famílias de adolescentes de 15, 16 e 17 anos presos ou abatidos nos tiroteios com o Exército do povo Paraguaio (EPP) podem ser vistas à cores a poucos quilômetros da fronteira com o Brasil.Como as farcs também os paramilitares estão gradualmente admitindo o uso de menores nos seus exércitos. É o caso da Autodefesa Unida da Colômbia, AUC, milícia onde diversos de seus comandantes paramilitares admitiram a existência de menores em suas tropas.

COMO SE NÃO FOSSE MERDA SUFICIENTE, VEM AÍ O EXÉRCITO RELIGIOSO DO EDIR MACEDO

Já circulam na internet muitos vídeos impressionantes, que mostram muitos jovens marchando fardados e em posição de ordem em um templo religioso de uma igreja evangélica. No vídeo, eles recebem comandos de um suposto bispo da igreja, e respondem “o altar” a perguntas como “o que é que vocês querem?”. Até a representação de um ‘escudo militar’ com a sigla G.A (Gladiadores do Altar) é utilizada pelo grupo.
"Exército religioso" no Brasil. Isso não é impressionante?
“Exército religioso” no Brasil. Isso não é impressionante?
Muitas pessoas estão começando agora a se preocupar com uma possível ‘ditadura evangélica’ no Brasil.
Segundo algumas pessoas, a criação de um exército religioso sob comando de um grupo limitado de pastores da Igreja Universal teria semelhança com o Estado Islâmico, cujas práticas principais são dominar o mundo e aniquilar todas as religiões que não sejam a deles.
Não duvido que o plano estratégico do Edir Macedo seja treinar esses caras e efetivamente fazer um exército, mas para garantir a integridade das igrejas dele no Oriente. Sabe-se que muitas igrejas evangélicas foram destruídas pelos Muçulmanos em conflitos. Na Líbia, principalmente. Sem ter governo para recorrer, a solução viável seria constituir sua própria milícia, tal como fez a Máfia Colombiana nos anos 80, afim de assegurar os seus “negócios” com a cocaína.
Gladiadores do Altar
Hoje Gladiadores do Altar. Amanhã o Bope da Universal…
Mas uma vez construído seu próprio “exército”, ele te dá poder. E fica a dúvida sobre como seria exercido este poder religioso no Brasil. Sobretudo num país onde lideres religiosos gozam de tamanho prestígio que tem passaporte diplomático, canais de Tv, alguns são acusados de aproximação perigosa com o narcotráfico e todos eles não pagam nenhum tostão de imposto sobre as montanhas de dinheiro arrecadadas diariamente de seus fiéis.
À sombra dos grupos intolerantes que vão adquirindo cada vez mais poder, constroem bancadas no governo e até financiam políticos, há uma sensação gradual de insegurança que se espalha no país.
Hoje pode ser só mais uma papagaiada da Igreja que cria replica da Arca da Aliança, constrói imitação do Templo de Salomão e cujo líder máximo é um cara que já foi até preso por estelionato… Mas amanhã, será que essa “inovação” será controlável? Será que não estamos alimentando as primeiras células de um câncer que tragará este país?
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As imagens dos idiotas religiosos destruindo estátuas Assírias de 8000 anos nos museus do Iraque chocou o mundo, mas pouco se fala nas ações deliberadas de grupos religiosos que pregam a intolerância, e seguindo suas próprias ideias, invadem e destroem outros templos religiosos, como igrejas católicas e em um expressivo número de casos, terreiros de umbanda.
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Você acha muito diferente o fato de um evangélico doutrinado a achar que somente a religião dele é a certa se convencer que deve destruir todos os símbolos das demais religiões e o sujeito do Estado Islâmico que resolve destruir os símbolos antigos da civilização mesopotâmica? Eu acho que são coisas diferentes sim, mas elas tem um elo em comum, que é a estupidez.

NUNCA DUVIDE DA CAPACIDADE HUMANA PARA A ESTUPIDEZ.

Voltando à questão dos Exércitos religiosos desse país, qual será a medida do controle dessas pessoas se eles começarem a usar o poder financeiro e quase ilimitado das religiões que pululam no Brasil para impor seu sistema de crenças na base da porrada?
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Cenas do Exército religioso da Universal

Cenas do congresso Nazista em Nuremberg, 1938.
Cenas do congresso Nazista em Nuremberg, 1938.
Há uma assustadora semelhança, não acha?
Todas as vezes que alguém conclamar as pessoas a “Lutar em Nome de Deus”, pode esperar, que cedo ou tarde, vai dar merda. E do mesmo jeito, o risco de converter militância em milícia é enorme, e dará o mesmo malcheiroso resultado.
Nas fileiras do Exército do PT estão alguns membros imigrantes de outros países.
Nas fileiras do Exército do PT estão alguns membros imigrantes de outros países, como o Haiti. Suspeito?
Os exércitos estão se formando. Isso é um fato. No que isso vai dar, eu não sei, mas não parece boa coisa.
Uma ideia que apita direto na minha cabeça é que ao longo de todos esses quase quarenta anos de Brasil, toda vez que eu pensei “agora não pode mais piorar”, piorou, e muito. Via www.mundogump.com.br